segunda-feira, 9 de novembro de 2009
A vós
Trans-ferir de Vitor Oliveira Jorge
Por tudo o que me ajudou ainda a refelectir mais profundamente.
E que, com ele, se passe aqui também a falar de «Paisagens de Barro e de Pedra».
http://trans-ferir.blogspot.com/
domingo, 8 de novembro de 2009
Ainda sobre Miróbriga ....
http://www.igespar.pt/publications
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Conhece o Novo Plano de Desenvolvimento Estratégico de Évora?
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Sabia quem foi a primeira presidente de Câmara do Alentejo? A ela, Manuela Oliveira, um abraço.

esse lugar ...



De viagens, muitas feitas em trabalho e outras percorridas no encalço de qualquer lugar que queria visitar.
Delas foram ficando rascunhos ou ideias apenas, que sempre pensei, um dia, ter tempo para arrumar.
Agora, completado-se já mais do que um ano do momento em que decidi atravessar a ponte, está na altura de as organizar.
Muitos textos serão reeditados ou retrabalhados, porque nem sempre a sua especificidade se apropria a um lugar como este.
Uma coisa é certa, dele farei o meu testemunho do que foram anos a ouvir histórias sobre sítios, sobre momentos vividos.
E partilharei, ao ritmo do que os serões me permitem, do que foi e é para mim o Alentejo e dos lugares ainda habitados pelas margias.
Assim, fica a dedicatória ao meu Alentejo e aos que lhe pertenceram e pertencerão.
Porque tudo o que se viveu ninguém nos roubará, e não morrerá.
Se a Palavra fôr capaz de o contar e se a Palavra fôr capaz de resistir, mesmo quando nos quiseram calar ...


É grande, de facto, o Alentejo: o território onde se situam planuras e montanhas, onde se vê a seara ou o mar; onde se espalha o montado ou o trigo; o espaço onde sempre se semearam e semeiam gentes com histórias multi-seculares, testemunhadas nas marcas que foram deixando: grutas com pinturas rupestres de que poderia citar os exemplos do Escoural ou os de Fronteira; as suas antas, disseminadas por todo o território, cujo exemplar do Zambujeiro é dos mais notáveis peninsulares; os seus povoados pré-históricos; as cidades e uillae rústicas ou ainda os uicus mineiros romanos; ou os vestígios da ocupação islâmica que, em Alcácer, Ourique, Almodôvar ou em Mértola entre tantos outros, podem falar-nos desses tempos remotos.


Villae romanas da Tourega, Évora, de S. Cucufate, Vila de Frades.
O Alentejo tem o maior concelho da Europa, Odemira, mas, no entanto, a desertificação deixou-se sobre ele abater, bem como sobre tantos outros concelhos da raia, do Baixo ou do Nordeste Alentejano, pese ainda se dizerem os seus Homens caçadores do que já nem na coutada há.
O Alentejo sente a perda das suas gentes e das actividades e ofícios que secularmente as ligaram aos lugares: a agricultura, a mineração, entre tantas outras.



Do seu peixe, sempre presente na dieta alentejana, que os testemunhos romanos do centros conserveiros de Tróia, no concelho de Grândola, ou de Sines e da Ilha do Pessegueiro são exemplos; Os tunídeos, menos hoje que ontem, continuam a fazer parte dos manjares litorais; e o cação, uma das melhores sopas que o Alentejo produz, a par das sopas de cardos, de beldroegas, ou de tomate como só S. Manços tem, e é pitéu celestial.
Ou ainda do peixe dos rios ou barragens, também eles recursos e vias fundamentais do território. Achegãs levam às barragens famílias interias em Domingos soalheiros, se bem que o Alqueva cada vez mais lhes vá tirando lugar com sítio de lazer. Em Nisa a água fresca guarda-se em peças cravejadas a pedrinhas, como em mais nenhum lugar há.
Os rios que fazem do Alentejo uma Mesopotâmia, melhor, uma triangulação entre o Tejo, o Sado e o Guadiana, fornecendo e escoando produtos: piscatórios; agrícolas e mineiros.
O Sado, essa única via que cruza o território de Sul para Norte, navegável até Alcácer até há bem pouco tempo, que em Alvalade ou em Alcacer permitiu ocupação desde a Pré-História, e o Guadiana, cuja navegabilidade transformou secularmente Mértola em lugar central, bem como o Mira que, na sua foz é viveiro de ocupações de todas as épocas.
Os três permitiam a circulação de bens e a exploração agrícola dos seus vales.
Das suas águas, recurso mais escasso nos nossos dias, que permitiram irrigar os campos, fornecer os núcleos urbanos, e cujas estruturas hidráulicas são ainda visíveis nas inúmeras mães de água; poços; noras; azenhas, picotas e condutas pulverizadas por todo o Alentejo. Mas ainda as suas barragens, cujo notável exemplo romano de Pisões permite testemunhar como, já em período romano, os barros de Beja foram local privilegiado para a exploração agrícola.

Ou falar do seu azeite de excelência que, com o pão e o vinho, constitui a triologia mediterrânica e que percorre o tempo connosco.
Em Moura, como em tantos outros lugares, podemos através do seu lagar de varas apreender como eram essas tecnologias já perdidas de transformar azeitona nesse outro líquido essencial, divino.
E lembrar os seus doces conventuais que o alentejano Alfredo Saramago tão bem deu a conhecer nas suas obras sobre a Gastronomia do Alentejo. Esses doces que nos sussurram os segredos dos conventos, que, no caso particular de Évora e de Vila Viçosa, fruto das estadas e convivências com a corte, se foram gradualmente instalando.

Ou da lã das suas ovelhas e dos tapetes e mantas que com elas se teceram: os de Arraiolos, cujas tinas de tinturaria provenientes de escavações relativamente recentes em pleno Centro Histórico vieram comprovar fabrico já em Época medieval; ou as mantas de Mértola que, com os seus pontos e as suas tramas, foram contando histórias seculares. Como os pontos de Portalegre, heroicizados por muitos dos grandes criadores portugueses que para eles prepararam desenhos.
Da cortiça, industrialmente explorada desde o século XIX, que enrolha os melhores vinhos de Portugal e da Europa e que, na Serra do Cercal, permitiu também construir, na sua totalidade, casas de pequenos rurais e acentuar em Portalegre, com a instalação da Fábrica Robinson, o seu lado industrial.
O seu mel, manjar dos deuses, e que, ainda nos nossos dias, constitui produto de excelência em feiras nacionais e internacionais, pois as abelhas colhem dos campos em flor o néctar essencial.Mas podemos ainda relembrar o papel que desempenham, ontem e hoje, os seus minerais; granitos, xistos, calcários e os célebres mármores de Estremoz e de Vila Viçosa, onde há testemunho de exploração de pedreiras desde o período romano.
Ou dos seus metais, conhecidos e explorados desde a Idade do Metais, como bem o refere o texto do geógrafo de origem grega Estrabão, cuja exploração mereceu, em Aljustrel, no período romano, regulamentação específica, e que, tendo mantido em S. Domingos, em Mértola, na Caveira e no Lousal, Grândola, grande parte da população, continua ainda hoje a fixar as gentes de Castro e de outros lugares.
E do seu património religioso, cruzando o tempo com matizes das épocas e dos lugares, num sincretismo particular, como, apenas a título de exemplo, podemos citar a cristianização das antas de S. Brissos ou de Pavia; o santuário de Endovélico em Terena, Alandroal; o templo romano de Santana do Campo, Arraiolos; ou da mesquita de Mértola.

Ou falar das suas torres acasteladas, como a Torre d'Águias ou do Esporão, dos seus castelos e fortificações, pré-históricas e históricas, com particular incidência nas de origem medieval, quer seja islâmica, como o notável exemplo de Alcácer do Sal, tampão estratégico do Sado, onde no interior do castelo se espelha uma história milenar, quer cristã, como é o caso do altaneiro castelo de Belver, Gavião, sobre o Tejo, o primeiro construído pela ordem dos Hospitalários, iniciado com o dealbar da nacionalidade, em 1194. Ou também conhecer o imponente castelo medieval de Évoramonte, onde no seu interior se instala marcante edificação manuelina.
Mas ainda é possível reconhecer no Alentejo os bens de outras ordens religiosas, como é o caso dos Espatários que dominaram praticamente todo o litoral, de Palmela a Odemira, vale de Santiago adentro, e a zona Meridional, até Mértola. As suas igrejas ou os seus marcos territoriais, simbolizados com a espada da Ordem e a vieira do caminhante de Santiago, são ainda os centros religiosos de muitas pequenas povoações desse extenso território.Mas ainda dos Templários que, na Flor da Rosa, Crato deixaram um notável mosteiro, mandado erguer pelo pai do Contestável, D. Nuno Álvares Pereira.
Ou aquelas onde se desenvolveram intra-muros ou fora de portas aglomerados urbanos que o tempo ajudou a consolidar e a expandir, como são, e apenas a título de exemplos, pois poderíamos citar centenas, Sines, Santiago, Montemor, Arraiolos, Monsaraz, Estremoz, Évoramonte, Marvão, Portalegre, Elvas, Serpa, Moura.
.jpg)
.jpg)


O Alentejo é ainda a qualidade dos seus núcleos urbanos, sobranceiros ou de planura, de que a capital, Évora, a Liberalitas Iulia, fundada oficialmente por Romanos, mas de possível origem anterior, classificada como Património Mundial e que segundo Orlando Ribeiro «é a cidade mais bela de Portugal», que sendo, portanto, de excelência, poderá ainda vir a sê-lo mais, através da construção de um Amanhã que, retirando do Património de ontem proveito, permita construir o património do Futuro.

Ou de Beja, a Pax Julia romana onde, séculos adiante, construiu edificação D. beatriz, e onde, mais tarde, viveu , sofreu e escreveu Mariana Alcoforado, no convento hoje conhecido por Rainha D. Leonor.Da história da ocupação da cidade nos fala, para além de todos os outros locais que em Beja nos permitem rememorar a sua evolução, o Núcleo Museológico da Rua de Sembrano recentemente inaugurado no centro histórico da cidade.
O Alentejo é tudo isso.
E principalmente o sincretismo o religioso pagão e cristão, que nem a Inquisição sediada em Évora conseguiu combater e ainda o cante com que entoam as gentes, chorando e bailando com a luz que banha a planura.



Agradeço ao Joaquim Carvalho as duas fotografias de Ammaia.
Fotografia (pequena) Évoramonte: Wikipédia
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Em Arraiolos há castelos, igrejas, belas ruas estreitas e há tapetes e tinturarias ...
As tinturarias tingiram lãs em Arraiolos desde, pelo menos, a Época Moderna.
Centenas de tinas, escavadas na rocha mãe, comprovam como a produção já era quase "industrial".
Na Praça central de Arraiolos e debaixo das casas que a circundam escondem-se as tinas que guardavam dentro de si as cores tornadas imortais nos pontos de quem os tapetes sabe tecer.
Ao Luiz, porque sabe que com pontos se tecem histórias e se dão nós.
Para melhor conhecer os tapetes de Arraiolos ...
No dia 7 de Novembro, pelas 17:30h, no edifício Arraiolos - Multiusos, haverá lugar ao lançamento do livro "Contributos para a História dos Tapetes de Arraiolos" da autoria de Bruno Lopes.
Trata-se de uma co-edição entre a Apenas Livros e a Terramar e conta com o apoio da Câmara Municipal de Arraiolos, do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional, da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva e o Centro de Apoio às Tapeteiras de Arraiolos. O Prefácio ficou a cargo da Prof. Doutora Antónia Fialho Conde e da Prof. Doutora Ana Cardoso de Matos, docentes do Departamento de História da Universidade de Évora.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Se puder ir a Mértola .. (reed.)
Não se sabe se ali é o Mediterrâneo que chega pelas mãos do Guadiana,
ou se para o mar se escoa o calor e os minérios do Levante, a partir do Pomarão.
Em Mértola, em cada viela, sussuram séculos de histórias.
Mundos de mundos que ali nunca deixaram de se sobrepor, de coexistir.
Em Santo André pode conhecer melhor Alda Guerreiro

Em Santo André, no Centro de Actividades Pedagógicas Alda Guerreiro, pode ver uma exposição sobre esta mulher, cujo pensamento marcou o Litoral Alentejano, e que foi coordenada pelo Doutor João Madeira.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Monsaraz - Reconstruir a Memória, Ana Paula Amendoeira
Lançamento no dia 24 de Outubro, às 15h 30m
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Conhece o Convento da Conceição em Beja?

O CIDEHUS - Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora
Vale a pena conhecer.
Consulte:
http://www.cidehus.uevora.pt
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Em Santana do Campo, Arraiolos ...
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Três cadeiras no Alentejo
O culto em cima é de perfil
Porém, Todavia e Contudo. Um
Pouco de barro na noite, fria
Como se chama? Diz que escondido
No meio das mulheres, o deus
Da Empresa. à força de uns períodos
Castelos protegidos de antigas
Batalhas servem agora p'ra mudar o penso
E por Espanha três cadeiras no deixa.
Gil de Carvalho
"De Quatro e Cinco", Poemário 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Guia Turístico de Évora no Telemóvel (reed.)

Câmara Municipal de Évora e M-INSIGHT assinaram um Protocolo para o desenvolvimento de um novo serviço que irá permitir ao Turista/Visitante importar para o seu telefone móvel o Guia Turístico de Évora.
Évora irá passar a disponibilizar um serviço inovador, desenvolvido pela M-INSIGHT, o qual irá permitir a subscrição do Guia Turístico da cidade através do envio de um simples SMS com um código específico. O subscritor receberá no seu próprio telefone móvel o Guia Turístico, no seu idioma (português, espanhol, inglês e francês).
Com o Guia Turístico de Évora no Telefone Móvel o turista irá obter informações relativas aos monumentos, museus e pontos de interesse da cidade, poderá realizar vários roteiros temáticos acedendo ao seu itinerário e aos conteúdos de cada uma das atracções, aos locais onde comer, onde ficar, às animações turística, nocturna e cultural, aos diferentes tipos de comércio, aos eventos e ainda a diversos serviços públicos que poderá encontrar em Évora. Pretende-se que exista uma forte adesão de entidades ligadas ao turismo e à cultura da Região.
O serviço irá ser disponibilizado, a partir de Setembro próximo, numa parte significativa dos telefones existentes no mercado, permitindo a massificação do serviço, estando prevista a sua apresentação, em Évora, no dia 26 de Setembro, pelas 10h 30m, no Palácio D. Manuel, enquadrada no dia Mundial do Turismo.
“A assinatura deste Protocolo é o primeiro passo para a implementação de um serviço inovador em Évora, que irá estar disponível para todos aqueles que queiram visitar a nosso cidade. O Guia Turístico de Évora no Telefone Móvel insere-se na estratégia de divulgação do conhecimento e na melhoria das condições de acesso à informação relacionados com Évora, possibilitando a transposição dessa informação para a palma da mão de visitantes e turistas” – referiu José Ernesto d’Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Évora.
“ O Guia Turístico de Évora no Telemóvel irá permitir ao turista melhorar a sua experiência, utilizando o seu próprio telefone móvel. O acesso a informação detalhada sobre a cidade, contextualizada, irá contribuir para uma maior e melhor interacção com os activos turísticos e pontos de interesse e desta forma contribuir para o aumento do tempo de estada no local” – disse António Cordovil, responsável da M-INSIGHT pela gestão do projecto na Região do Alentejo.
Sobre a M-INSIGHT
A M-INSIGHT Technologies é uma empresa especializada na edição e distribuição de conteúdos de grande riqueza gráfica para telefones móveis. A sua estratégia passa por uma abordagem à cadeia de valor de diferentes indústrias, construindo soluções de negócio apropriadas a cada uma das fases dessa cadeia de valor.
A M-INSIGHT desenvolveu um conjunto de soluções para a cadeia de valor do Turismo, tendo o Guia Turístico o objectivo de melhorar de uma forma importante a experiência do Turista/Visitante quando chega a um destino, contribuindo para aumentar o seu tempo de estada no local, com impactos directos na economia da Região.
Citação a partir de: www.m-insight.com.
Contactos: info@m-insight.com; +351214571091
domingo, 20 de setembro de 2009
Destaque: Alvalade recuperou a Igreja da Misericórdia




http://mulheresaoluar.blogspot.com/
Fotografia do rio Sado: José Matias







